Considerando o laicismo, não como agnosticismo ou ausência de envolvimento governamental, mas como uma liberdade de escolha religiosa, uma autonomia do homem em cultuar a Deus num Estado laico, vou utilizar alegoricamente este vernáculo para caracterizar a liberdade que Deus também nos concede como cristãos evangélicos.
Um desejo antigo das pessoas de fé é ver a Deus. Moisés, há mais de três mil anos, expressou esse desejo e, mais recentemente, Filipe disse: “’Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta’. Jesus respondeu: ‘Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.8,9, NVI).
No livro do Genesis 2:16, na entrega do jardim para Adão, o Criador coloca um único limite. Apenas uma árvore, entre tantas outras, não poderia ser experimentada. E o que parecia uma tarefa simples, respeitar uma demarcação, um limite apenas, se torna o maior pesadelo da humanidade.
Uma das coisas que mais me afligia quando criança eram as palavras “você é café com leite”. Quem já brincou de pique–pega sabe o que é isso. Essa é uma técnica que as crianças maiores que estão participando da brincadeira, usam para que as crianças menores, que também querem brincar fiquem de certa forma, isoladas.
